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  • Programa do GAMT ajuda jovem a descobrir seus talentos e buscar vaga no mercado de trabalho
    13 de agosto de 2014





    Programa Jovens Urbanos, que está na segunda edição, contribui para desenvolvimento integral dos atendidos; 18% dos inscritos na primeira edição foram encaminhados para empresas.

    Em julho de 2013, o GAMT – Grupo de Assessoria e Mobilização de Talentos iniciou em Caçapava o Programa Jovens Urbanos, uma iniciativa para o atendimento de jovens do município, de 16 a 21 anos, visando oferecer atividades diversas que contribuam para o desenvolvimento integral dos participantes e possibilitem aumentar as opções para escolha de uma profissão, facilitando a entrada no mercado de trabalho.

    Realizado em parceria com Petrobras, Fibria, Instituto Votorantim, Instituto EDP e Fundação Itaú Social, sob coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), o programa atendeu na primeira edição, entre julho de 2013 e março de 2014, cerca de 60 jovens. Para muitos deles, a iniciativa representou uma mudança significativa em suas vidas.

    Pelo menos 18% dos inscritos na primeira edição do projeto conseguiram uma colocação no mercado de trabalho por meio do Programa da Aprendizagem do GAMT. Os jovens encaminhados como aprendizes para empresas parceiras da instituição garantem que o aprendizado que adquiriram durante as atividades no Programa contribui de forma definitiva para conquistarem a vaga durante o processo seletivo. Muitos deles relatam melhora na forma de se expressar após serem estimulados pelas atividades do projeto a falar em público e a defender suas ideias.

    Durante a permanência no programa, os jovens foram convidados a participar de atividades como exploração de espaços públicos e privados, experimentação de oficinas de diferentes linguagens, além de formatar e desenvolver projetos de intervenção nas comunidades onde vivem. No final da experiência, apresentaram os projetos para uma banca formada por representantes dos parceiros e, finalmente, partiram para execução das intervenções.

    “O Jovens Urbanos representou para mim, entre outras coisas, mais possibilidade de aprendizagem e novas experiências”, diz Ana Caroline Maximiliano Pereira, 16 anos, contratada pela Lear. “Durante as atividades, aprendemos muito a trabalhar em grupo, a ouvir e respeitar o próximo, tudo isso contribuiu para o aprendizado”, ressalta.

    Segundo ela, apresentar o projeto de intervenção para uma banca foi o ponto alto das atividades. “Durante a apresentação para banca, tive que me expor, defender uma ideia, isto me ajudou a perder o medo me apresentar”, afirma. A partir daí, garante ela, participar da entrevista de emprego foi bem mais fácil. “Ajudou a melhorar a forma de me expressar, de colocar minhas ideias”, afirma.

    As atividades são desenvolvidas em parceria com os educadores do programa, segundo metodologia desenvolvida pela Fundação Itaú Social e coordenação técnica do Cenpec. Tudo pensado para ajudar o jovem a atuar como o protagonista de sua vida.

    Em artigo publicado no jornal “Folha de São Paulo”, em 7 de fevereiro de 2014, com o título “Juventudes e Lazer”, a doutora em psicologia da educação Maria Alice Setubal, presidente dos conselhos do Cenpec e da Fundação Tide Setubal, destaca a importância de iniciativas como o programa Jovens Urbanos, justamente por estimular o protagonismo juvenil: “…projetos em que os jovens são coautores de ações junto às comunidades…”, escreveu. Segundo ela, “… São exemplos da possibilidade de se mudar a lógica do ́fazer para’ para o ‘fazer com’, o que faz toda a diferença”.

    Victor Marini de Sousa, 16 anos, contratado pela Pilkington conta que chegou ao Jovens Urbanos por meio de um amigo que o convidou para conhecer a iniciativa. Ele pode ser um exemplo do jovem atraído pela ideia do “fazer com”. Confessa que, inicialmente, não queria participar. “Pensei naquele clima escola: caderno, professor, conteúdo. Quando vi que cada um poderia opinar, participar, vi que era outra coisa”, diz.

    Ele, que era muito tímido e tinha feito teatro para tentar melhorar, afirma que o Jovens Urbanos contribuiu muito também com essa melhora. “Ajudou a me expressar melhor, a colocar melhor minhas ideias para o público. A experiência da Banca [apresentar o projeto de intervenção para uma Banca) foi muito bacana, foi a melhor experiência para mim”, diz ele.

    Trabalhando no setor de compras como aprendiz, ele conta que quer cursar uma faculdade na área de engenharia de produção. “O projeto de intervenção ajudou muito também a ter noção de como é buscar parcerias, orçamentos. Isto está ajudando muito no meu trabalho na empresa”, explica.

    “O programa me ajudou, por exemplo, a ter um olhar mais crítico sobre a cidade, a descobrir o que quero para mim”, diz Kaike Abreu dos Reis, 16 anos. Além disso, segundo ele, as atividades contribuíram também para aprender a trabalhar em equipe e a desenvolver um senso maior de responsabilidade, “experiência” que utiliza agora na empresa Viapol onde está trabalhando como aprendiz. “Quando começamos a desenvolver o projeto de intervenção, vi que tinha que ter responsabilidade com o que estava fazendo, com prazos e tudo mais. Numa indústria é a mesma coisa, é preciso ter responsabilidade para cumprir prazos”, diz ele.

    Kelly Cristina de Souza Spir, 18 anos, contratada pela Lear, é outra jovem que ressalta a importância do projeto para ajudar a conquistar uma vaga no processo seletivo como aprendiz. “O fato de toda atividade do projeto ter que apresentar para o grupo, ajudou a melhorar a comunicação, fui ficando mais solta, o que ajudou na entrevista”, diz. “A apresentação do projeto de intervenção para uma banca, para pessoas que nunca tinha visto, foi um grande aprendizado”, conta ela.

    Para o jovem Efrain Rogério Moreira Roque, 19 anos, o projeto foi de uma importância muito grande em sua vida. “O Jovens Urbanos foi uma coisa que mudou meu jeito, minha vida”, diz ele entusiasmado. “Foi com o projeto que comecei a mudar, a ter uma outra visão da vida. Fiquei mais próximo das pessoas, mais solto”.

    E destaca o aspecto da melhora na comunicação. “A comunicação foi essencial e pude ver isso na apresentação do projeto de intervenção para banca, quando consegui falar com todo mundo”, diz ele. “Acho que o Jovens Urbanos ajudou em coisas na minha vida que nem eu sabia que precisava”, afirma ele, que está trabalhando como aprendiz no almoxarife da Simoldes. “Posso dizer que o projeto me transformou numa pessoa mais madura. Quando comecei, não tinha ideia do que queria fazer na vida. Comecei a conversar com os educadores e agora penso em fazer faculdade de Serviço Social. Quero trabalhar com alguma coisa que possa ajudar as pessoas”, afirma.

    Nicoly Stefanie Pereira Costa, 16 anos, contratada pela Lear, também afirma que o projeto contribuiu para melhorar a comunicação interpessoal. “As atividades ensinam isto: interagir mais com as pessoas. Eu não conversava muito e o projeto facilitou essa interação”, diz ela. “Valeu muito a pena participar, conhecer espaços como o CCJ [Centro Cultural da Juventude, em São Paulo], não sabia que existia um espaço assim, feito para o jovem”, ressalta ela.

    A segunda edição do Projeto Jovens Urbanos em Caçapava teve início em março com 60 inscritos. Eles participam de atividades às terças, quartas e quintas-feiras, das 14h às 17h, na sede do GAMT. Mais informações sobre o Projeto Jovens Urbanos podem ser obtidas na sede do GAMT, rua Nações Unidas, 250, Jardim Santo Antonio. Ou pelo telefone (12) 3652-8015.

    Para apoiar esse projeto acesse:  http://gamt.org.br/doe-agora/

    Rua Nações Unidas, 250 - Vila São João Caçapava/SP

    (12) 3652 8015

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